Propomo-nos com este trabalho fazer uma breve súmula da ação de formação “Os Recursos do Vale do Minho”.
Em termos geográficos e administrativos o Vale do Minho abrange os territórios dos concelhos ribeirinhos de Melgaço, Monção, Valença, Vila Nova de Cerveira e Caminha.
Região do Noroeste Português que abrange uma multiplicidade e paisagens, microclimas, e ecossistemas. Desde a zona costeira do Concelho de Caminha, à zona do vale do Rio Minho, aos vales cavados dos seus afluentes Trancoso, Mouro, Gadanha e Coura, às zonas de montanha da Serra de Arga às montanhas da Serra da Peneda e do Laboreiro. Integra ainda o Parque Nacional Peneda- Gerês com uma das Portas e centro interpretativo em Lamas de Mouro.
Região com assentamentos populacionais registados ao longo do período genericamente compreendido entre o século V e a segunda metade do século II A.C. e designada por “Cultura Castreja do Noroeste” situa-se em plataformas elevadas com bom domínio das paisagens circundantes e apresentam-se defendidas por muralhas de pedra com duas ou mais cinturas, às quais se acrescentam não poucas vezes fossas cavadas no substrato rochoso. Utilizam amplamente os recursos locais como o granito e os minérios do qual se destaca o ouro para a ourivesaria. No século II A.C. sofreu a invasão e ocupação romana à qual os povos castrejos se opuseram. Da ocupação romana destaca-se a construção da estada romana Braga – Tui. No século V sofreu a invasão germânica dos Suevos que formaram um reino com capital em Braga e que abrangia esta região. No século VIII sofreu a invasão muçulmana ainda hoje presente na toponímia local como Lamas de Mouro, Riba de Mouro ou rio Mouro. Da reconquista cristã da Península Ibérica resultou a formação de diversos reinos cristãos dos quais se destacam o Reino de Leão e Castela do qual surgiu o Condado Portucalense Região entre Minho e Mondego berço da nacionalidade portuguesa.